Casal é condenado em júri popular
Terminou próximo das 18 horas desta quarta-feira (10) o julgamento do casal André Arnaldo Teodoro (22) e Daniela de Oliveira (26), acusados de tentativa de homicídio contra contra Marcelino Schovambach (30), esfaqueado no Motel Bambu, em Guabiruba, em 17 de maio do ano passado.
Na decisão do juiz Edemar Leopoldo Shlosser, André foi condenado a quatro anos de reclusão, em regime aberto, seguido de dez dias multa, mais advertência sobre o uso de drogas pela tentativa de homicídio. Já Daniela recebeu sentença de um ano e quatro meses de reclusão, em regime semiaberto, por receptação, além de advertência sobre uso de drogas e 29 dias de multa. Cinco policiais militares estiveram presentes para garantir a segurança na sessão do segundo júri popular do ano.
No dia do crime, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) de Brusque foi informado de uma tentativa de homicídio no motel, localizado na rua São Pedro. Os policiais tinham a informação de que um casal teria fugido com um carro Fiesta, de cor branca. Após a prisão dos acusados, os dois contaram que Marcelino (vítima) e Daniela (acusada) se desentenderam enquanto consumiam droga no interior do motel. Na oportunidade, André assumiu a autoria do crime e os dois foram detidos.
Um ano e três meses após o crime, André e Daniela foram julgados por um conselho de sentença, composto por quatro homens e cinco mulheres. A sessão presidida pelo juiz da Vara Criminal, Infância e Juventude, Edemar Leopoldo Schlosser, teve início às 9 horas, prosseguindo até o final da tarde. O advogado Jean Daniel dos Santos Pirola fez a defesa dos acusados. O Ministério Público foi representando pela promotora Susana Perin Carnaúba, responsável pela acusação.
Três testemunhas foram arroladas pela defesa. A primeira delas foi a vítima, Marcelino Schovambach, que, apesar de ser vítima, chegou à sessão do júri algemado, pois está detido no presídio regional de Blumenau por tráfico de drogas.
Poucas foram as contribuições da testemunha, que afirmou não se lembrar de detalhes do crime. "Não me lembro de detalhes. Fiquei a maior parte do tempo no banheiro, consumindo drogas", afirmou a vítima. Marcelino afirmou ainda que não se recorda da agressão e que não lembra de ter se desentendido com André ou Daniela, no dia do crime. Ele também disse não se recordar de como chegou ou saiu do motel.
Outras testemunhas foram ouvidas durante a manhã e após o depoimento dos acusados, no período da tarde, a sentença foi proferida.
Colaboração: Valdomiro da Motta


